terça-feira, 29 de março de 2011

TRANSTORNOS MENTAIS EM IDOSOS

A velhice é um período normal do ciclo vital caracterizado por algumas mudanças físicas, mentais e psicológicas. É importante fazer essa consideração pois algumas alterações nesses aspectos não caracterizam necessariamente uma doença. Em contrapartida, há alguns transtornos que são mais comuns em idosos como transtornos depressivos, transtornos cognitivos, fobias e transtornos por uso de álcool. Além disso, os idosos apresentam risco de suicídio e risco de desenvolver sintomas psiquiátricos induzidos por medicamentos.
Muitos transtornos mentais em idosos podem ser evitados, aliviados ou mesmo revertidos. Conseqüentemente, uma avaliação médica se faz necessária para o esclarecimento do quadro apresentado pelo idoso.
Diversos fatores psicossociais de risco também predispõem os idosos a transtornos mentais.
Esses fatores de risco incluem: 



Perda de papéis sociais

Perda da autonomia

Morte de amigos e parentes

Saúde em declínio

Isolamento social

Restrições financeiras

Redução do funcionamento cognitivo (capacidade de compreender e pensar de uma forma lógica, com prejuízo na memória).

quarta-feira, 23 de março de 2011

Pesquisa conclui que política de valorização do salário mínimo contribuiu para qualidade de vida do idoso




A política de valorização do salário mínimo e a melhora generalizada na economia brasileira se refletem em avanços na qualidade de vida dos idosos no país. A constatação é da pesquisa Envelhecimento, Bem-Estar e Desenvolvimento: Um Estudo Comparativo do Brasil e da África do Sul, apresentada hoje (21) por especialistas brasileiros e estrangeiros.


A pesquisa foi realizada nos dois países em duas etapas. A primeira, no ano de 2002 e a segunda, em 2008. No Brasil, os pesquisadores estiveram em cerca de mil domicílios com pessoas acima de 60 anos, nas zonas rural e urbana do Rio de Janeiro e de Ilhéus, na Bahia. Na África do Sul, foram entrevistados 1,1 mil domicílios de três regiões.

Focando na renda domiciliar per capita como indicador de bem-estar, o documento avalia que benefícios sociais como pensões e aposentadorias contribuíram para saída da linha de pobreza – para quem vive com menos de U$ 1 dólar por dia – de quase um sexto dos domicílios pesquisados na África do Sul . No Brasil, a mesma situação foi verificada em uma de cada cinco famílias pesquisadas.

De acordo com o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) João Saboia, responsável pelos dados do Brasil, o fato de a maioria das aposentadorias no país estarem atreladas ao salário mínimo, fez com que o aumento desse do valor, nos últimos anos, contribuísse para a melhoria do bem-estar dos idosos.

Saboia constatou que as aposentadorias podem ser a principal fonte de renda das famílias e disse que, com essa mudança, os idosos deixam de representar um peso no orçamento familiar. "Identificamos um grande número de famílias que vive com a renda de idosos. Esse dinheiro tem peso grande nas casas e pode ser a principal fonte de renda", afirmou.

O pesquisador também destacou o fato de a maior parte dos idosos brasileiros receber benefícios contributivos. Na África do Sul, foram benefícios de programas de transferência de renda, como o pagamento de pensões assistenciais – desvinculadas de qualquer tipo de contribuição social, que colaboraram para o aumento da renda das famílias e o acesso a mais bens.

"No Brasil, o que está por trás disso é o mercado de trabalho, que está se formalizando. Isso significa que, ao longo do tempo, cada vez mais, os benefícios no país tendem a ser contributivos. No caso da África do Sul, a taxa de desemprego está elevada, tem muita informalidade. A situação dos país é outra, o fim doapartheid tem menos de 20 anos", lembrou.

A pesquisa sobre envelhecimento e bem-estar foi elaborada por pesquisadores da UFRJ, da Universidade de Norfolk (Estados Unidos) e da Universidade de Rhodes (África do Sul), sob coordenação da Universidade de Manchester (Inglaterra).

Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 22 de março de 2011

Clube do Idoso ficará pronto em dez meses


A terceira idade de Sorocaba ganhará um espaço de lazer e entretenimento. O Clube do Idoso "Carlos Alberto Moura Pereira da Silva" teve sua pedra fundamental lançada ontem. Sua edificação ocorrerá numa área do bairro Pinheiros, próxima ao Centro Esportivo André Matieli, onde fica a pista de bicicross da cidade. Mas o que chamou a atenção mesmo foram os detalhes da passarela que será construída sobre o rio Sorocaba naquela redondeza, já que será a primeira "ponte estaiada" (sustentada por cabos) da cidade.
A previsão do prefeito Vitor Lippi (PSDB) é de que a construção do clube seja concluída num prazo de dez meses, em um projeto classificado como um dos mais modernos e arrojados da cidade. Os investimentos são da ordem de R$ 3 milhões, entre o prédio que abrigará o clube e a revitalização do entorno.
Lippi informou que o projeto do Clube do Idoso foi elaborado pela equipe da Secretaria de Habitação e Urbanismo (Sehab). O prédio, em dois pavimentos, soma 1.600 metros quadrados, sendo edificado com investimentos dos governos Federal (R$ 800 mil) e Municipal (com mais R$ 800 mil). Já a revitalização do entorno será custeada pelo município: cerca R$ 1,5 milhão. As obras estão sob a responsabilidade da empresa Civil Engenharia, que já está com a ordem de serviço, informou o arquiteto Isalberto Valente.
Sobre a passarela foram dados poucos detalhes, mas a novidade é que ela será a primeira na cidade sustentada por cabos. A nova transposição sobre o rio será apenas para pedestres e deve ligar a rua Abílio Moysés ao terminal de ônibus São Paulo, ou seja, ela passará também sobre a avenida Dom Aguirre. Os usuários do terminal e também do futuro Poupatempo, que é construído na área ao lado, poderão acessar a passarela a partir do estacionamento do Poupatempo. A nova passarela ainda está em fase licitatória.

Notícia publicada na edição de 22/03/2011 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 8 do caderno A - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Vitaminas - Uma Necessidade do Idoso

O especialista acrescenta ainda que também são comuns entre os idosos as deficiências de vitamina D e cálcio. O envelhecimento leva a uma diminuição da absorção intestinal da vitamina D ativa e da capacidade da pele de produzir o seu precursor, a vitamina D3. A reposição de vitamina D deve ser feita com cuidado, pois é potencialmente perigosa, podendo levar a hipercalcemia e à morte. A absorção do cálcio também diminui com a idade e sua suplementação pode ser necessária, especialmente em mulheres em risco de osteoporose. A suplementação de cálcio está contra-indicada em pacientes com história de cálculos renais de cálcio, hiperparatireiodismo primário, sarcoidose e nos com hipercalciúria renal.

Nos idosos, tão ou mais freqüente do que a desnutrição, ocorre a desidratação, que deverá ser apropriadamente diagnosticada e corrigida pelos que os tiverem assistindo. "A alimentação do idoso obedece os mesmos princípios da de outras faixas etárias. A atenção especial que requerem algumas particularidades do envelhecimento, não cria nenhuma dificuldade ou cuidado extraordinário que não devesse fazer parte do cuidado habitual a ser prestado a um paciente", finaliza o especialista.

domingo, 20 de março de 2011

Dieta variada - Saudável - Balanceada

De acordo com o especialista, existe o consenso de que o idoso deve receber uma dieta variada, saudável e balanceada. As necessidades protéicas, calóricas e de lipídeos diárias não são muito diferentes das de grupos mais jovens de pessoas. Deve-se ter o cuidado de adequar a dieta para os indivíduos com dificuldade de mastigação e deglutição, alerta o médico. As restrições dietéticas, decorrentes de doenças específicas, como a diabetes ou das insuficiências de órgãos, devem ser respeitadas, o que não significa que a alimentação não possa ser saborosa. Eventualmente será mais importante recuperar ou preservar o estado nutricional de um idoso doente, prestando a atenção no prazer da alimentação e na conservação do apetite, do que respeitar restrições dietéticas muito rígidas.

O uso de suplementos vitamínicos pelos idosos merece um comentário à parte, pois segundo o médico, existem situações relacionadas ao envelhecimento e ao uso de dietas inadequadas, que fazem com que os idosos estejam mais propensos a ter carência de algumas vitaminas. "Este fato não justifica o uso indiscriminado de complexos vitamínicos nestas pessoas, ademais a maior parte dos idosos que recebe uma dieta adequada não apresentam sinais clínicos de deficiência vitamínica":ratifica. 

O Dr. Mauro Kleber destaca sobre o cuidado especial deve ser dado à vitamina B12, cuja deficiência é muito mais comum nesta faixa etária. Pessoas acima dos setenta anos têm uma incidência maior degastrite atrófica, diminuição da acidez gástrica e da produção de fator intrínseco com conseqüente deficiência da absorção intestinal da vitamina B12. "A falta desta vitamina pode levar a anemiamegaloblástica, neuropatia periférica, com dificuldades de marcha e déficits de cognição, e ela deve ser, quando necessário, administrada por via parenteral", frisa. 

sábado, 19 de março de 2011

Alimentação Equilibrada e Orientada Pode Garantir Maior Qualidade de Vida




Nos últimos anos a melhora das condições de saúde e de tratamento tem feito com que o número de idosos venha crescendo tanto no mundo quanto no Brasil. Este fato, segundo Dr. Mauro Kleber de Sousa e Silva, especialista em clínica médica e suporte nutricional pela Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral pela AMB - Associação Médica Brasileira, faz com que novas preocupações e investimentos sejam feitos na identificação de particularidades que possam propiciar um melhor atendimento a pessoas desta faixa etária. 

É sabido que o envelhecimento causa alterações no corpo que podem interferir com a alimentação e o estado de nutrição de uma pessoa. São comuns, segundo Dr. Mauro Kleber, as alterações do paladar e do olfato, com redução na percepção dos sabores salgado, doce e ácido. Embora não interfiram diretamente na ingestão alimentar, ocorrem com freqüência, a redução da salivação e menor capacidade de mastigação. Seja por falta de dentes ou pelo uso de dentaduras mal adaptadas e de diversos distúrbios da deglutição. Todos estes fatores, devem ser levados em consideração quando se trata de planejar a dieta de idosos, frisa o médico.

O idoso é em geral menos ativo fisicamente, e por isto tende a consumir menos calorias que os indivíduos mais jovens. Este fator já representa um risco aumentado de deficiência para várias vitaminas e minerais. Outra conseqüência é a alteração da sua composição corporal com diminuição da massa corporal seca (notadamente músculos e ossos) e um aumento da gordura corporal total.

No idoso, de acordo com o médico, o desenvolvimento da desnutrição tem alguns detalhes, que se não observados podem fazer com que o médico ou nutricionista não chegue ao diagnóstico correto. "O isolamento, a perda do cônjuge, a depressão, a demência, a anorexia, o uso de medicamentos, a diminuição da mobilidade, o consumo de álcool, o de tabaco, o estado da dentição, o uso de próteses, são condições que devem merecer uma atenção especial pois podem interferir tanto com o acesso a alimentos quanto com a sua ingestão". 

A perda de peso e outras alterações no exame físico, tais como a diminuição de tecido adiposo, do tônus muscular e da saúde da pele, são importantes, mas devem ser interpretadas com cuidado. Mais importante parece ser uma avaliação funcional, que pesquise mudanças nos hábitos e na rotina diária de trabalho e de lazer. 

sexta-feira, 18 de março de 2011

Agência do Banco do Brasil é interditada após idoso morrer na fila


O Procon estadual em parceria com o Ministério Público da Paraíba (MPPB) interditou por 48 horas a agência do Banco do Brasil do município de Cajazeiras, distante 461 km de João Pessoa. A ação aconteceu na manhã desta terça-feira, dia 15, após o Procon-PB flagrar a agência desrespeitando a lei municipal 1.233/99, que regulamento o tempo de atendimento nas filas bancárias.

De acordo com Klébia Ludgério, secretária executiva do Procon-PB, a interdição foi necessária uma vez que o desrespeito aos consumidores é constante na agência. “O Procon-PB recebeu desde 2008 várias denúncias de clientes que estavam passando várias horas nas filas, aguardando atendimento. O Banco do Brasil foi autuado e multado diversas vezes, tendo pago algumas multas e em outros casos não se preocupou sequer em apresentar defesa”, contou a secretária.

Ainda segundo ela a interdição vai durar 48 horas, prazo para que a gerência apresente um relatório, com medidas para solucionar o problema. “Os consumidores estão cansados do desrespeito e através de uma Ação Civil Pública, cobra atitude e para isso estamos aqui”, informou Klébia.

A ação do Procon-PB e do MPPB acontece neste dia 15 de março, data em que é comemorado o Dia Internacional do Consumidor e, de acordo com a secretária, operações como essa acontecerão durante todo o ano e em agências de todo o estado. “Iniciamos as ações em cajazeiras, pelo volume de denúncias apresentadas ao Procon-PB e também porque no dia 2 de março, um idoso faleceu após passar mais de 1 hora aguardando atendimento, mas em breve outras agências serão fiscalizadas e interditadas”, disse.

A lei municipal 1.233/99 em Cajazeiras estabelece o tempo de espera de 20 minutos em dias normais e de 30 minutos em dias de pagamento do funcionalismo público e em vésperas e pós-feriados. Caso o Banco do Brasil não apresente o relatório com medidas efetivas para solucionar o problema poderá ser multada em até R$ 3 milhões e agência pode ser fechava por até 10 dias.

A assessoria de comunicação do Banco do Brasil informou ao Portal O Norte Online que está acompanhando a ação na agência de Cajazeiras e que até o fim desta terça-feira, dia 15, vai emitir uma nota a todas as empresas de comunicação com maiores esclarecimentos sobre o caso.

Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR 

quinta-feira, 17 de março de 2011

Idosos Solidários

Idosos são todos aqueles que já completaram sessenta ou mais aniversários, fato hoje bastante comum devido ao aumento da expectativa de vida em todos os países do mundo. Alguns se esforçaram para manter uma razoável qualidade de vida, com hábitos e costumes adequados e recomendados pelos ensinamentos que receberam. 

Controlam a alimentação, praticam atividades físicas e consultam médicos, mesmo quando não estão doentes, para preservar a sua boa qualidade de vida. 

Outros, apesar de não adotarem as mesmas atitudes, conseguem atingir idades avançadas, alguns por terem nos seus antepassados pessoas que atingiram 90 ou mais anos, muitos sem passarem por consultórios ou clinicas, vivendo no campo em lugares isolados, sem nenhum conforto.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Jovens com motos e atropelamentos de idosos são maioria das mortes

Em dois meses, janeiro e fevereiro, pelo menos doze pessoas morreram no trânsito em Sorocaba. A maioria é de idosos atropelados e jovens que pilotavam motocicletas. O levantamento foi feito por meio do noticiário do jornal Cruzeiro do Sul e abrange rodovias e áreas urbanas. Não existe em Sorocaba estatística oficial atualizada sobre mortes no trânsito com idades das vítimas e por questões técnicas a polícia não contabiliza a morte quando ocorre no hospital, um ou mais dias após o acidente.

Das doze mortes por acidentes de trânsito em Sorocaba, cinco foram de pessoas que conduziam motos, dos quais quatro tinham menos de 25 anos. Em apenas um dia, 15 de janeiro, dois jovens morreram em acidentes de moto: o mecânico Tiago Lúcio da Costa, 24 anos, e o forneiro Carlos Alves Silva, 22.

Tiago perdeu o controle da moto na avenida Itavuvu e bateu numa árvore. Carlos trafegava pela avenida General Carneiro e teria sido fechado pelo motorista de um Uno. A Polícia Civil investiga se houve intenção do motorista. Outro acidente de moto, que resultou na morte do técnico químico Alex Sander de Souza, 32, poderia ser evitado. Ele foi surpreendido por um carro na contramão da avenida Sacrac Arruda.

Nos dois primeiros meses de 2011, o trânsito provocou quatro mortes de pessoas com mais de 60 anos: três atropeladas e uma devido à colisão de carros. Os atropelamentos ocorreram nas principais avenidas da Zona Norte: Ipanema, Itavuvu e Edward Fru-fru Marciano da Silva. Com idade avançada para padrões brasileiros, perderam a vida os aposentados Ozorio Aguilera, 88 anos; Crélia de Souza Durante, 74; e Suzana Cuchera, 73. Por coincidência, Ozorio e Suzana sofreram atropelamento no mesmo dia 13 de fevereiro, ele na avenida Itavuvu e ela na avenida Ipanema.

Nove dos doze acidentes fatais do bimestre se deram na área urbana de Sorocaba. Três foram em rodovias: dois na Raposo Tavares (SP-270) - atropelamentos - e outro na João Leme dos Santos (SP-264), a colisão entre quatro carros que tirou a vida do aposentado Benedito Rodrigues de Lima, 65. Ele dirigia um Escort.


No resto do País


O mapa da violência no Brasil, divulgado no final de fevereiro pelo Ministério da Justiça, registrou aumento de 32% nas mortes de jovens por acidentes de transporte entre 1998 e 2008, enquanto na população em geral aumentou 26%. Falta de fiscalização e consumo de álcool e drogas são as principais causas apontadas pelos pesquisadores.

As estatísticas em âmbito nacional geralmente têm defasagem, incluindo às de trânsito. Os dados utilizados para elaborar o mapa da violência são de 2008 porque eram os que estavam consolidados e disponíveis ao Ministério da Justiça.


Mais idosos


Com o crescimento da expectativa de vida, mais idosos circulam a pé em atividades cotidianas, porém a mobilidade não é a que tinham antes e ficam mais sujeitos aos acidentes. De acordo com a Associação Brasileira de Educação de Trânsito (Abetran), os idosos têm se destacado entre as maiores vítimas de atropelamentos nas grandes cidades.

Em Sorocaba, ainda não há preocupação quanto ao atropelamento de idosos que tivesse motivado campanha preventiva específica. Os três acidentes fatais no primeiro bimestre aconteceram em avenidas da Zona Norte, região da cidade com maior potencial de expansão comercial e urbana.

Jovens sofrem com impulsividade e idosos com limitações físicas
A impulsividade somada à ideia de que nada de mal vai acontecer movem a juventude a enfrentar desafios. Em muitos aspectos é fator positivo, mas no trânsito esse ímpeto faz com que corram riscos desnecessários e não atentem para o perigo, diz a doutora em psicologia da educação Sonia Chébel Mercado Sparti. Para o jovem, o veículo, seja carro ou moto, tem o sentido de autoafirmação, pois confere autonomia, independência e status de um "imaginário deslumbrante", observa Sônia.

Na faixa etária avançada, no entanto, as limitações físicas nem sempre são levadas em conta. Dificuldades para andar, enxergar e escutar, que surgem naturalmente com o tempo, afetam de maneira direta a mobilidade e a capacidade de antever um acidente. "Deve-se ter em mente quais são os limites e buscar adaptar-se a eles", diz a psicóloga.

Na tese de doutorado "Educação para o trânsito como desenvolvimento da consciência", a psicóloga realizou pesquisa com jovens universitários. Alguns viam o carro ou a moto como um brinquedo, algo que dá prazer. Nesse sentido, Sônia cita referências na publicidade, esportes, filmes e outras manifestações culturais, principalmente para os homens, que enaltecem o domínio da velocidade. "Aquele que mostra que sabe dirigir perigosamente é valorizado", considera a psicóloga.

Peças decorativas de carros e motos são comuns em quartos para meninos. Em suas pastas de recortes para pesquisas, Sonia guarda anúncios de camas que imitam carros. Para ela, desde pequenos há incentivo para que quando cresçam tornem-se desafiadores. Dependendo de cada personalidade, podem se transformar em irresponsáveis no trânsito. Essa é a explicação para que acidentes de motos com mulheres sejam raros.

Sonia ressalta ainda o fato de que muitos adolescentes costumam dirigir antes dos 18 anos, com a autorização dos pais. Há pessoas que vêem o outro no trânsito como inimigo, rival na disputa do espaço, quando deve-se ter sempre atitudes de cooperação e tolerância. "É mais fácil dominar a máquina que a si mesmo", ressalta a psicóloga.

Quanto aos idosos, Sonia considera que devem evitar sair sozinhos quando perceberem que têm dificuldades para andar ou enxergar. O ideal é que um amigo, filho ou neto acompanhe a pessoa de idade. O cuidado serve também para prevenir quedas e de serem alvos de ladrões e estelionatários. O tema é esmiuçado no livro do professor Reinier Rozestraten: "O idoso no trânsito", cita a psicóloga.

Para Sonia, a educação de trânsito deve ser levada e tratada com seriedade em todos os ambientes, como escolas, empresas e igrejas. Ela sugere a criação de grupos de debate. Normalmente se fala do assunto com maior ênfase uma vez por ano, na semana do trânsito, realizada em setembro. Todos estão sujeitos às tragédias nas ruas, avenidas e rodovias, que acontecem quase diariamente, alerta Sonia. Quando não há morte, há ferimentos graves que deixam sequelas.
Notícia publicada na edição de 16/03/2011 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 013 do caderno A - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.
Marcelo Roma

terça-feira, 15 de março de 2011

Cuidador de idosos: descubra a importância dessa profissão





Você já ouviu falar em cuidador de idosos? Essa é uma profissão que está em alta e que merece atenção. De acordo com a Classificação Brasileira de Ocupações, o cuidador de idosos é conceituado como trabalhador doméstico, por ser entendido como o acompanhante de idosos, cuidador de pessoas idosas e dependentes.

Em algum momento da vida, as pessoas sempre irão experimentar o ato de cuidar. Será uma experiência única, pois cuidar de um idoso satisfazendo as suas necessidades pode ser uma das experiências mais comovedoras e satisfatórias.

“Entende-se como cuidador de idosos a pessoa que tem como objetivo cuidar da parte da alimentação, higiene, lazer e 
esporte desse idoso, só que dificilmente quando a pessoa está na informalidade, caracteriza um cuidador de idosos, porque ela acha que é uma tarefa difícil cuidar de um idoso”, explica a enfermeira e tutora do Portal Educação, Adriana Miranda.

Cuidar de um idoso não é apenas dar banho, comida e remédios nos horários estipulados. Vai, além disso, é preciso conhecer a fisiologia, os agravos que acometem esse idoso. Por exemplo, é muito importante prestar atenção se a pessoa idosa está perdendo a memória e se esquecendo de como se mastiga, ou mesmo nomes de parentes próximos, entre outros.

“O cuidador de idosos precisa saber identificar se esse idoso está com falta de memória, quais as dificuldades que essa pessoa está tendo em tomar banho, ele precisa identificar quais são os problemas que estão sendo desenvolvidos nesse paciente”, lembra a enfermeira.

Outro assunto que vale ser ressaltado é a questão da depressão em idosos que está entre as principais doenças psiquiátricas que acometem as pessoas da terceira idade.

A psicóloga e tutora do 
Portal Educação, Denise Marcon, comenta que é preciso entender que a depressão não é uma tristeza passageira diante de uma situação vivida, ela apresenta uma tristeza profunda e duradoura, acompanhada de desânimo, desinteresse e impossibilidade para desfrutar dos prazeres da vida.

“Essa pessoa fica apática, tem choro frequente, ou dorme muito ou tem insônia, enfim, ela acaba se afastando do convívio social. O reconhecimento da depressão no idoso é difícil, porque acontece preconceito com relação à idade e às doenças mentais que, às vezes, dificultam a busca por um tratamento adequado”, diz Marcon.

Muitas pessoas acreditam que a depressão é um fato normal que ocorre na velhice, mas isso não é verdade. O idoso não precisa ser necessariamente triste porque já envelheceu e está com uma idade mais avançada. Todas as pessoas, independente da idade ou sexo, precisam de atenção e carinho. Trate o idoso da melhor forma possível, estimulando a fazer atividades como pintura, danças, passeios em parques e praças. Faça ele se sentir bem e feliz.

Por Redação Pantanal News/Portal Educação

segunda-feira, 14 de março de 2011

Câmara de Lucas realiza 5ª sessão e aprova projetos em benefício da saúde

Durante a sessão ordinária ocorrida na quinta-feira (10), realizada na Câmara de Vereadores de Lucas do Rio Verde, foi aprovado o projeto de Lei nº 16 de 2001 que autoriza o Poder Executivo a firmar convênio com a Fundação Luverdense de Saúde – Hospital São Lucas, no valor de R$ 350.000,00, com a finalidade de auxiliar nas despesas com honorários médicos do Hospital e conseqüentemente melhorar o atendimento  

 De acordo com o projeto, o repasse deverá ser feito até o dia 30 de março de 2011.

“Sabemos que muitos serviços são oferecidos gratuitamente, mas os valores que o governo repassa não são suficientes para cobrir os custos desses serviços” esclarece o vereador Eliseu Diniz, que já foi presidente da Fundação, dando a importância da ajuda do município.
 
Ainda na busca pela melhora do atendimento à saúde do cidadão a câmara aprovou outro projeto autorizando que a equipe de profissionais necessária para o atendimento das especialidades médicas possa ser composta também por profissionais disponíveis no quadro de pessoal da Secretaria Municipal de Saúde ou por profissionais autônomos.

”Abre um espaço, vamos ter mais médicos atendendo nos postos de saúde, e os médicos estarão mais disponíveis, com mais tempo para atender os pacientes”, lembra o vereador José Carlos.

Aprovado também foi o projeto de lei nº. 18 do Executivo que trata da autorização do município firmar convênio com o Clube do Idoso “De Bem com a Vida”, no valor de R$ 90.000,00 que será dividido em nove parcelas de R$ 10.000,00 e servirá para dirimir dívidas constituídas pelo clube quando da construção da nova sede e visa dar continuidade as atividades que já vem sendo desenvolvidas com a Terceira Idade.

“Com certeza, pagando essa dívida, eles vão ficar mais tranqüilos e poderão realizar novos planos no Clube do Idoso”, lembra a vereadora Ana Kotrhade, que também é participante desse clube.

Três indicações foram enviadas ao executivo, uma delas feita pelo vereador Elder Biazus solicita a substituição das árvores do passeio público da Avenida Mato Grosso, entre as Avenidas Paraná e Brasil, por se tratarem de plantas que quando adultas, causam graves casos de alergia. As outras duas indicações foram feitas pelo presidente da câmara, vereador Aluizio Bassani, pedindo a correção da sinalização de trânsito no cruzamento das Avenidas Brasil com Tocantins; e a necessidade de fechamento da rotatória da Av. Mato Grosso com a Av. Mato Grosso do Sul, que segundo ele vem causando vários acidentes.


A próxima sessão acontece no dia 14 de março, às 19 horas, no auditório da Câmara de Vereadores.

domingo, 13 de março de 2011

Os idosos no Brasil

Os idosos são hoje 14,5 milhões de pessoas, 8,6% da população total do País, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Censo 2000. O instituto considera idosas as pessoas com 60 anos ou mais, mesmo limite de idade considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para os países em desenvolvimento. Em uma década, o número de idosos no Brasil cresceu 17%, em 1991, ele correspondia a 7,3% da população.
O envelhecimento da população brasileira é reflexo do aumento da expectativa de vida, devido ao avanço no campo da saúde e à redução da taxa de natalidade. Prova disso é a participação dos idosos com 75 anos ou mais no total da população - em 1991, eles eram 2,4 milhões (1,6%) e, em 2000, 3,6 milhões (2,1%).
A população brasileira vive, hoje, em média, de 68,6 anos, 2,5 anos a mais do que no início da década de 90. Estima-se que em 2020 a população com mais de 60 anos no País deva chegar a 30 milhões de pessoas (13% do total), e a esperança de vida, a 70,3 anos.
O quadro é um retrato do que acontece com os países como o Brasil, que está envelhecendo ainda na fase do desenvolvimento. Já os países desenvolvidos tiveram um período maior, cerca de cem anos, para se adaptar. A geriatra Andrea Prates, do Centro Internacional para o Envelhecimento Saudável, prevê que, nas próximas décadas, três quartos da população idosa do mundo esteja nos países em desenvolvimento.
A importância dos idosos para o País não se resume à sua crescente participação no total da população. Boa parte dos idosos hoje são chefes de família e nessas famílias a renda média é superior àquelas chefiadas por adultos não-idosos. Segundo o Censo 2000, 62,4% dos idosos e 37,6% das idosas são chefes de família, somando 8,9 milhões de pessoas. Além disso, 54,5% dos idosos chefes de família vivem com os seus filhos e os sustentam.

sábado, 12 de março de 2011

Consumidor da 3ª idade é mais vulnerável



O problema, que ganhou maior proporção, será um dos temas da Semana do Consumidor, que começa dia 15
O que era para ser uma solução financeira rápida e prática acabou se transformando em transtorno para muitos aposentados e pensionistas. Os empréstimos e os créditos pessoais, os chamados consignados (com desconto na folha de pagamento), estão hoje entre as maiores reclamações que chegam aos órgãos de defesa do consumidor no Estado. O problema ganha, a cada dia, maior dimensão. A falta de regras, como a dispensa de consultas de análise de crédito junto ao SPC e o Serasa também preocupa. A hipervulnerabilidade do idoso será um dos temas debatidos durante as comemorações do Dia Mundial dos Direitos do Consumidor.

O que a princípio poderia ter sido uma boa iniciativa, tornou-se um meio para se atingir o superendividamento. "O consignado surgiu como uma ideia positiva de facilitação do crédito, entretanto a forma como ele vem sendo utilizado é prejudicial. Faltam informações claras acerca dos encargos e multas. O idoso não sabe de fato quanto está pagando pelo dinheiro que está tomando emprestado. Por conta da idade, eles são um alvo mais fácil para as financeiras", comenta a diretora geral da Escola Superior do Ministério Público (ESMP), Ângela Tereza Gondim.

"A prática é abusiva por ferir o princípio da transparência, o direito à informação e por abusar da boa fé das pessoas", emenda a promotora de Justiça.

O secretário Executivo do Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon), Francisco Gomes Câmara, observa ainda que chegará um determinado momento em que essas pessoas da 3ª idade não terão condições de pagar pelo empréstimo. "Há uma diferença grande entre a inflação e o custo do dinheiro tomado com os consignados. São juros enormes sem justificativa plausível. O consumidor está tendo um prejuízo e é um prejuízo grande".

Programação
A programação alusiva ao Dia Mundial dos Direitos do Consumidor tem início no próximo dia 15, com uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, na qual será debatida as novas diretrizes da Agência Nacional de Saúde (ANS) para limitar o tempo de espera para a marcação de consultas. "A pessoa tem um plano de saúde, chega em um hospital e só tem consulta para daqui três meses, mas se for particular ela já é prontamente atendida. Isso não pode, não se compactua com o direito do contratante do plano de saúde", afirma o secretário Executivo do Decon.

A programação segue até o dia 18 tendo como tema "Maior proteção a quem mais precisa". No dia 16, das 9h às 13h, haverá o atendimento dos órgãos de Defesa do Consumidor na comunidade do Lagamar, com o objetivo de prestar educação para o consumo, mirando o jovem, outro alvo das armadilhas das relações de consumo. O professor doutor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Cristiano Heineck Schmitt, apresentará, às 9h do dia 17, o seminário "A hipervulnerabilidade do Consumidor Idoso", no auditório da Procuradoria Geral de Justiça. O evento terá como debatedores: o promotor de Justiça de Defesa do Idoso, Nildo Façanha, e o dirigente do Procon Fortaleza, João Ricardo. Às 14h, a procuradora de Justiça Vanja Fontenele ministrará a palestra "O CDC e a geração futura", tendo como debatedores: o advogado integrante da Comissão Federal de Defesa do Consumidor OAB/CE, Hércules Amaral, e a promotora de Justiça Ângela Teresa Gondim.

O encerramento da Semana do Consumidor será no dia 18 com atendimento à população na Praça do Ferreira, das 9h às 13h, com a presença das empresas de serviços essenciais: Coelce, Cagece, operadoras de telefonia e agências reguladoras de serviços públicos.

LÍVIA BARREIRAREPÓRTER