domingo, 29 de maio de 2011

Quedas de idosos

SUS gasta quase R$ 81 milhões com fraturas em idosos em 2009. Saiba mais!
As quedas e suas conseqüências para as pessoas idosas no Brasil têm assumido dimensão de epidemia. Os custos para a pessoa idosa que cai e faz uma fratura são incalculáveis. E o pior, atinge toda a família na medida em que a pessoa idosa que fratura um osso acaba hospitalizada e frequentemente é submetida a tratamento cirúrgico. Os custos para o sistema de saúde também são altos.
A cada ano, o Sistema Único de Saúde (SUS) tem gastos crescentes com tratamentos de fraturas em pessoas idosas. Em 2009, foram R$ 57,61 milhões com internações (até outubro) e R$ 24,77 milhões com medicamentos para tratamento da osteoporose. Em 2006, foram R$ 49 milhões e R$ 20 milhões respectivamente. Para promover a saúde do grupo populacional o Ministério da Saúde chamou as secretarias estaduais e municipais de saúde a realizarem esforços conjuntos para redução das taxas de internação por fratura do fêmur na população idosa.
A quantidade de internações aumenta a cada ano e as mulheres são as mais atingidas. Entre as mulheres foram 20.778 mil internações em 2009 e entre eles 10.020 mil (dados até outubro). Por causa da osteoporose, elas ficam mais vulneráveis às fraturas. Os homens caem, mas não fraturam tanto quanto as mulheres. Em 2001, esses números eram bem menores, 15 mil internações do sexo feminino e 7 mil do sexo masculino.
A queda em idosos pode causar sérios prejuízos à qualidade de vida desse grupo populacional, podendo acarretar em imobilidade, dependência dos familiares, sem falar no índice de mortalidade pós-cirúrgico.
Nos casos mais graves, pode levar até a morte. Considerando todo o país, somente em 2005, foram 1.304 óbitos por fraturas de fêmur. E em 2009 esse número subiu para 1.478.
Com o intuito de reduzir esses valores e promover a saúde na terceira idade, o Ministério criou um comitê assessor instituído para prevenção e melhora da atenção (portaria nº. 3.213, de 20 de dezembro de 2007). O comitê assessor é formado por técnicos do Ministério da Saúde e representantes da Confederação das Entidades Brasileiras de Osteoporose e Osteometabolismo. Esse grupo promove oficinas para debater estratégias de prevenção de quedas e de osteoporose e os cuidados necessários para aquelas pessoas que caem e fraturam.
CAUSAS - A queda em pessoas idosas está associada à dificuldade de visão, auditiva, uso inadequado de medicamentos, dificuldade de equilíbrio, perda progressiva de força nos membros inferiores, osteoporose, dentre outras situações clínicas que culminam para maior probabilidade de uma pessoa idosa cair.
Por questões de segurança, todo idoso deve avisar ao seu médico se caiu nos últimos seis meses. Isto porque é comum a pessoa cair uma primeira vez e não ter maiores conseqüências além do susto. Mas na próxima vez pode ser que o susto se transforme em pesadelo. A queda pode ser notificada através da Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa e, assim, a equipe de saúde da família, por exemplo, assume as medidas necessárias para que outra queda não ocorra.
No Brasil, estima-se que exista uma população de 19 milhões de idosos.
> Acesse o site da Casa Segura: um novo conceito de moradia que visa oferecer aos idosos uma ambientação mais adequada e segura

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Idosos de Campolide recebem visitas de universitários

Meia dúzia de idosos de Campolide com dificuldades em sair de casa afastam semanalmente a solidão quando recebem a visita de jovens universitários que lhes fazem companhia, ajudam-nos nas compras ou levam-nos a passear.
Estas visitas semanais são realizadas no âmbito do programa “Adote um Amigo”, da Junta de Freguesia de Campolide, uma das freguesias que tem mais idosos em Lisboa.
Apesar de recente, o programa está a ter respostas muito positivas.
“Há uma grande satisfação, tanto do lado dos idosos como dos voluntários. Estão a desenvolver-se laços de afeto muito interessantes”, disse à agência Lusa Paula Brito, responsável pelo programa.
A Junta de Freguesia tem várias iniciativas dirigidas para a população idosa, mas o nicho que vive sozinho e está “enclausurado” em casa “porque está mais envelhecido ou por motivos que se prendem com a mobilidade” tem sido alvo de “grande preocupação”, afirmou.
Nesse sentido, e através de um protocolo com a faculdade de Economia da Universidade Nova, foi concebido o “Adote um Amigo”, através do qual foi criada uma bolsa de voluntários - todos estudantes naquela escola - que desde março vão semanalmente fazer companhia a um idoso. 

“Os jovens visitam-nos como se fossem um neto ou um sobrinho, fazem-lhes companhia, veem televisão, vão ao café, acompanham-nos a fazer alguma compra, ouvem-nos”, explicou Paula Brito.
“É um voluntariado diferente porque é como se estivessem a acompanhar um familiar, um amigo”, acrescentou.
O objetivo é mesmo esse, “colmatar as necessidades afetivas” dessas pessoas que “muitas vezes estão num isolamento afetivo muito grande”, afirmou.
A responsável sublinhou ainda que, para os jovens, “também é uma mais valia muito grande, porque vai-lhes desenvolver aspetos como compaixão, espírito de partilha, tolerância e compreender melhor a outra geração”.
Divulgado “boca a boca” e no contacto direto com os idosos, Paula Brito admitiu que o mais difícil é “convencer” os mais velhos a abrirem a porta a um estranho.

Temos mais voluntários do que idosos. O trabalho de implementar este tipo de ajuda, às vezes, não é fácil. As pessoas são um bocadinho reativas”, afirmou.
Mas a responsável ressalvou que “não têm pressa de ver 20 idosos acompanhados de qualquer maneira”.
“Queremos que o projeto cresça com muito carinho e cada caso é como se fosse o único”, esclareceu Paula Brito, acrescentando: “Isto não é uma prestação de serviços, é uma partilha de afetos”.