segunda-feira, 4 de julho de 2011

Procura por cuidador de idoso dobra em São Paulo


A profissão  de cuidadora de idosos é uma das categorias que desponta nas agências de emprego paulistanas, influenciada pelo envelhecimento da população. Na capital há 1,3 milhão de idosos, o que significa 11,8% do total de 11,2 milhões de habitantes, de acordo com o Censo do IBGE de 2010. É mais do que o verificado no levantamento de 2000, quando as pessoas com mais de 60 anos representavam 9,3% dos habitantes.
No Parque Buenos Aires, no coração de Higienópolis, um dos bairros com mais idosos da cidade, os mais velhos são acompanhados de cuidadores de todo tipo: ex-babás, ex-domésticas, simples acompanhantes, empregadas incumbidas de medicar e levar o idoso para passear e profissionais de enfermagem, que assistem os mais doentes.
Segundo a agência de empregos Veritas, do Brooklin Novo, que tem como uma das especialidades profissionais domésticos, foram 84 pedidos por cuidadores em 2010, mais do que o dobro de 2008 - 40 pedidos. A empresa Home Angels, especializada em oferecer cuidadores de idosos, abriu 22 franquias na cidade de São Paulo desde 2009. Neste ano já fez 210 contratos com famílias que buscam cuidadores, enquanto no ano passado inteiro foram 30. No Alto do Ipiranga, a agência Dona do Lar recebeu 25 pedidos em 2010, ante 12 de 2009. Segundo a proprietária, Vanessa Aguiar, o fenômeno está diretamente ligado ao envelhecimento da população e ao fato de as famílias preferirem um cuidador a um asilo.

A procura, porém, ainda é menor do que a por domésticas e babás, profissionais cada vez mais escassas para as necessidades da capital. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Sedentarismo em idosos

Uma pesquisa feita em Campinas, no interior de São Paulo, revelou um alto grau de sedentarismo na terceira idade. De 426 indivíduos entrevistados com mais de 60 anos de idade, 296 (70,9%) não praticavam nenhum exercício físico.

A constatação é da fisioterapeuta Maria Paula Zaitune, em estudo apresentado como dissertação de mestrado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com a orientação da professora Marilisa Berti Barros, da Faculdade de Ciências Médicas.



A pesquisa identificou ainda que há uma maior prevalência de sedentarismo entre os idosos fumantes. “Os fumantes apresentaram sete vezes mais chances de serem sedentários do que os idosos que não fumavam”, disse Maria Paula à Agência FAPESP. Das pessoas que afirmaram não praticar exercícios, 93,8% também responderam sim à pergunta sobre consumo de tabaco que constava no questionário.
Os dados analisados mostram também uma forte associação entre sintomas depressivos ou ansiedade com a falta de atividade física. A prevalência de sedentarismo também foi maior entre os idosos (84,9%) que apresentaram algum grau de alteração emocional. “Sugere-se que esse estado de humor entre os idosos possa inviabilizar ainda mais a prática de atividade física no lazer”, diz a pesquisadora.

Os principais exercícios praticados pelo grupo que representa os demais 29,1% foram caminhada, ginástica e musculação e, em seguida, natação e hidroginástica.

O levantamento verificou ainda a prevalência de idosos com hipertensão arterial na cidade. “Quase 52% dos indivíduos analisados apresentaram pressão alta. É importante ressaltar também que muitos idosos não sabiam que a prática de exercícios físicos pode ajudar, e muito, na prevenção e no controle da hipertensão arterial”, afirma a pesquisadora.


Os dados da pesquisa, que envolveu a aplicação de questionários entre os 426 idosos participantes da análise, derivam de um estudo de base populacional para avaliar a qualidade dos serviços de saúde. Conhecido como Inquérito da Saúde do Estado de São Paulo (ISA-SP), o questionário também foi aplicado em outras regiões do Estado por diferentes instituições de ensino e pesquisa. 

domingo, 12 de junho de 2011

Assistência a idosos ainda deixa a desejar no Estado

Instituições que cuidam dessa parcela da população dependem de doações financeiras
No Brasil, de acordo com o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), as instituições que cuidam de idosos gastam, em média, R$ 717, 91. Em Alagoas, esse valor é ainda menor: R$ 92,62. Em São Paulo, os repasses somam R$ 9.230, 77, no caso das instituições privadas.

A pesquisa aponta ainda 218 asilos no Brasil, enquanto a população de idosos seria de 20 milhões de pessoas. O alto número de idosos é decorrência da redução do índice de mortalidade dessa população, mostra o Ipea. Se de um lado, a população de idosos cresce, por outro faltam pessoas para cuidar deles.

Em 1994 foi criada a Política Nacional do Idoso, que foi complementada com a aprovação de estatuto específico, em 2003. É nele que estão definidos os parâmetros para lidar com os idosos sem vínculo familiar ou com famílias, que habitam nos asilos.

De acordo com o estatuto, por exemplo, se o idoso possuir aposentadoria, 70% deste valor é administrado pela instituição, enquanto 30% é de responsabilidade do próprio idoso, caso tenha condições de administrar este valor.


À espera de carinho e de uma visita

O ex-construtor João Correia, 98 anos, mudou para o Lar Francisco de Assis há pouco mais de 20 dias. “Antes morava com uma filha, mas o relacionamento não estava bom. Então um outro filho meu pegou e me trouxe para cá. Estou adorando. Aqui tudo é bom porque todos me tratam bem e tenho o meu lugar”, disse João.

Com uma memória invejável o homem que já teve equipe de 20 trabalhadores tem quatro filhos e mais de 20 netos. No auge de sua fase produtiva chegou a ter 40 casas de aluguel.

“Morei muitos anos na Ponta Grossa. Por lá, muita gente me conhece. Nunca pensei que um dia viria para um asilo. Mas reconheço que tudo é diferente de como eu pensava”, afirma. 

Gazeta de Alagoas - Marcos Rodrigues

domingo, 5 de junho de 2011

Clínica para idosos é interditada no Recife



Foto: Web
Uma clínica para idosos foi interditada pela Vigilância Sanitária com apoio da Delegacia do Idoso, na terça-feira (6), no Recife. Segundo a polícia, o estabelecimento não era adequado para abrigar idosos e não tinha alvará de funcionamento.
Os fiscais e policiais encontraram fezes no chão e afirmaram que a alimentação não era adequada, não havia limpeza no local e a estrutura oferecia risco aos idosos. Além disso, não era oferecido o serviço de enfermeira, nutricionista e cuidadores de idosos.
O delegado responsável pelo caso, Adalberto Teixeira Filho, disse que uma vistoria foi realizada no local após receber uma denúncia anônima. Não é a primeira vez que o local é interditado.
O responsável técnico pela clínica deve avisar as famílias dos hóspedes, que deverão ser removidos no prazo de sete dias.

domingo, 29 de maio de 2011

Quedas de idosos

SUS gasta quase R$ 81 milhões com fraturas em idosos em 2009. Saiba mais!
As quedas e suas conseqüências para as pessoas idosas no Brasil têm assumido dimensão de epidemia. Os custos para a pessoa idosa que cai e faz uma fratura são incalculáveis. E o pior, atinge toda a família na medida em que a pessoa idosa que fratura um osso acaba hospitalizada e frequentemente é submetida a tratamento cirúrgico. Os custos para o sistema de saúde também são altos.
A cada ano, o Sistema Único de Saúde (SUS) tem gastos crescentes com tratamentos de fraturas em pessoas idosas. Em 2009, foram R$ 57,61 milhões com internações (até outubro) e R$ 24,77 milhões com medicamentos para tratamento da osteoporose. Em 2006, foram R$ 49 milhões e R$ 20 milhões respectivamente. Para promover a saúde do grupo populacional o Ministério da Saúde chamou as secretarias estaduais e municipais de saúde a realizarem esforços conjuntos para redução das taxas de internação por fratura do fêmur na população idosa.
A quantidade de internações aumenta a cada ano e as mulheres são as mais atingidas. Entre as mulheres foram 20.778 mil internações em 2009 e entre eles 10.020 mil (dados até outubro). Por causa da osteoporose, elas ficam mais vulneráveis às fraturas. Os homens caem, mas não fraturam tanto quanto as mulheres. Em 2001, esses números eram bem menores, 15 mil internações do sexo feminino e 7 mil do sexo masculino.
A queda em idosos pode causar sérios prejuízos à qualidade de vida desse grupo populacional, podendo acarretar em imobilidade, dependência dos familiares, sem falar no índice de mortalidade pós-cirúrgico.
Nos casos mais graves, pode levar até a morte. Considerando todo o país, somente em 2005, foram 1.304 óbitos por fraturas de fêmur. E em 2009 esse número subiu para 1.478.
Com o intuito de reduzir esses valores e promover a saúde na terceira idade, o Ministério criou um comitê assessor instituído para prevenção e melhora da atenção (portaria nº. 3.213, de 20 de dezembro de 2007). O comitê assessor é formado por técnicos do Ministério da Saúde e representantes da Confederação das Entidades Brasileiras de Osteoporose e Osteometabolismo. Esse grupo promove oficinas para debater estratégias de prevenção de quedas e de osteoporose e os cuidados necessários para aquelas pessoas que caem e fraturam.
CAUSAS - A queda em pessoas idosas está associada à dificuldade de visão, auditiva, uso inadequado de medicamentos, dificuldade de equilíbrio, perda progressiva de força nos membros inferiores, osteoporose, dentre outras situações clínicas que culminam para maior probabilidade de uma pessoa idosa cair.
Por questões de segurança, todo idoso deve avisar ao seu médico se caiu nos últimos seis meses. Isto porque é comum a pessoa cair uma primeira vez e não ter maiores conseqüências além do susto. Mas na próxima vez pode ser que o susto se transforme em pesadelo. A queda pode ser notificada através da Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa e, assim, a equipe de saúde da família, por exemplo, assume as medidas necessárias para que outra queda não ocorra.
No Brasil, estima-se que exista uma população de 19 milhões de idosos.
> Acesse o site da Casa Segura: um novo conceito de moradia que visa oferecer aos idosos uma ambientação mais adequada e segura

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Idosos de Campolide recebem visitas de universitários

Meia dúzia de idosos de Campolide com dificuldades em sair de casa afastam semanalmente a solidão quando recebem a visita de jovens universitários que lhes fazem companhia, ajudam-nos nas compras ou levam-nos a passear.
Estas visitas semanais são realizadas no âmbito do programa “Adote um Amigo”, da Junta de Freguesia de Campolide, uma das freguesias que tem mais idosos em Lisboa.
Apesar de recente, o programa está a ter respostas muito positivas.
“Há uma grande satisfação, tanto do lado dos idosos como dos voluntários. Estão a desenvolver-se laços de afeto muito interessantes”, disse à agência Lusa Paula Brito, responsável pelo programa.
A Junta de Freguesia tem várias iniciativas dirigidas para a população idosa, mas o nicho que vive sozinho e está “enclausurado” em casa “porque está mais envelhecido ou por motivos que se prendem com a mobilidade” tem sido alvo de “grande preocupação”, afirmou.
Nesse sentido, e através de um protocolo com a faculdade de Economia da Universidade Nova, foi concebido o “Adote um Amigo”, através do qual foi criada uma bolsa de voluntários - todos estudantes naquela escola - que desde março vão semanalmente fazer companhia a um idoso. 

“Os jovens visitam-nos como se fossem um neto ou um sobrinho, fazem-lhes companhia, veem televisão, vão ao café, acompanham-nos a fazer alguma compra, ouvem-nos”, explicou Paula Brito.
“É um voluntariado diferente porque é como se estivessem a acompanhar um familiar, um amigo”, acrescentou.
O objetivo é mesmo esse, “colmatar as necessidades afetivas” dessas pessoas que “muitas vezes estão num isolamento afetivo muito grande”, afirmou.
A responsável sublinhou ainda que, para os jovens, “também é uma mais valia muito grande, porque vai-lhes desenvolver aspetos como compaixão, espírito de partilha, tolerância e compreender melhor a outra geração”.
Divulgado “boca a boca” e no contacto direto com os idosos, Paula Brito admitiu que o mais difícil é “convencer” os mais velhos a abrirem a porta a um estranho.

Temos mais voluntários do que idosos. O trabalho de implementar este tipo de ajuda, às vezes, não é fácil. As pessoas são um bocadinho reativas”, afirmou.
Mas a responsável ressalvou que “não têm pressa de ver 20 idosos acompanhados de qualquer maneira”.
“Queremos que o projeto cresça com muito carinho e cada caso é como se fosse o único”, esclareceu Paula Brito, acrescentando: “Isto não é uma prestação de serviços, é uma partilha de afetos”.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Crianças e idosos receberão vacinas gratuitas contra gripe



A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que todas as crianças a partir de 6 meses sejam imunizadas
  

Como em todo país, a Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe começa na próxima segunda-feira (25) em Sorriso. Além de idosos, gestantes e crianças  (de seis meses a um ano e 11 meses e 29 dias)  poderão ser vacinadas.

 
A vacinação é gratuita e se estenderá até 13 de maio, com vacinas disponíveis em todos os PSFs da cidade de Sorriso. Segundo a coordenadora de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde, Ana Rosa Peravzoli, no “Dia D” -  30 de abril- a rede  disponibilizará as vacinas no Centro de Convivência da Terceira Idade e na Praça da Juventude. Neste dia também, os moradores dos bairros São José, União, Industrial II e Nova Aliança, podem procurar as unidades de Sáude (PACs), para serem imunizados contra a gripe. “Mais de cem profissionais estarão envolvidos na campanha, atendendo a população. São enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes de saúde”, explica a coordenadora.

 
De acordo com o médico e presidente da Sociedade Mato-grossense de Pediatria, Euze Carvalho, o objetivo da vacinação é reduzir os casos de gripe e as complicações decorrentes da doença em idosos e agora em crianças. Ele lembra que pesquisas nacionais mostram que a vacina pode reduzir em mais de 50% casos de doenças relacionadas à gripe nos idosos e, no mínimo, 32% das hospitalizações por pneumonias. Quanto aos óbitos, esse percentual de queda varia entre 27% e 30%. 

Dúvidas
 
Qualquer pessoa pode tomar a vacina contra a gripe?
Sim, a partir dos seis meses de idade e desde que não tenha alergia à proteína do ovo (já que essa vacina é produzida em ovos de galinha). No entanto, a política de vacinação contra a gripe atualmente adotada pelo Ministério da Saúde é direcionada para os grupos de maior risco de desenvolver as formas graves e complicações da doença, que são os idosos.
                                 
 
Qual a duração de proteção contra a doença com a vacina?
A vacina protege por um ano. Entretanto o vírus da gripe é capaz de mudar suas características com muita freqüência, por isso a cada ano é necessário que se tome uma nova vacina.

 
É possível pegar gripe mesmo estando vacinado?
Sim, porque a vacina protege contra os três tipos de vírus que anualmente fazem parte da sua composição e porque, entre os idosos, sua proteção não é de 100%. Mesmo assim, a vacinação diminui a gravidade da gripe e, portanto, as chances de complicações e óbitos.

 
A vacina contra gripe pode provocar reações?
Sim, mas as reações são geralmente leves. As mais comuns são dor e vermelhidão no local de aplicação da vacina, que ocorrem nas primeiras 72 horas após a vacinação. A febre como reação à vacina ocorre em menos de 1% dos casos e reações alérgicas graves também não são comuns. É essencial que as pessoas que tenham história de alergia a alguma vacina, ao ovo ou a proteínas de galinha, informem ao profissional de saúde antes de receber a dose.