terça-feira, 21 de junho de 2011

Sedentarismo em idosos

Uma pesquisa feita em Campinas, no interior de São Paulo, revelou um alto grau de sedentarismo na terceira idade. De 426 indivíduos entrevistados com mais de 60 anos de idade, 296 (70,9%) não praticavam nenhum exercício físico.

A constatação é da fisioterapeuta Maria Paula Zaitune, em estudo apresentado como dissertação de mestrado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com a orientação da professora Marilisa Berti Barros, da Faculdade de Ciências Médicas.



A pesquisa identificou ainda que há uma maior prevalência de sedentarismo entre os idosos fumantes. “Os fumantes apresentaram sete vezes mais chances de serem sedentários do que os idosos que não fumavam”, disse Maria Paula à Agência FAPESP. Das pessoas que afirmaram não praticar exercícios, 93,8% também responderam sim à pergunta sobre consumo de tabaco que constava no questionário.
Os dados analisados mostram também uma forte associação entre sintomas depressivos ou ansiedade com a falta de atividade física. A prevalência de sedentarismo também foi maior entre os idosos (84,9%) que apresentaram algum grau de alteração emocional. “Sugere-se que esse estado de humor entre os idosos possa inviabilizar ainda mais a prática de atividade física no lazer”, diz a pesquisadora.

Os principais exercícios praticados pelo grupo que representa os demais 29,1% foram caminhada, ginástica e musculação e, em seguida, natação e hidroginástica.

O levantamento verificou ainda a prevalência de idosos com hipertensão arterial na cidade. “Quase 52% dos indivíduos analisados apresentaram pressão alta. É importante ressaltar também que muitos idosos não sabiam que a prática de exercícios físicos pode ajudar, e muito, na prevenção e no controle da hipertensão arterial”, afirma a pesquisadora.


Os dados da pesquisa, que envolveu a aplicação de questionários entre os 426 idosos participantes da análise, derivam de um estudo de base populacional para avaliar a qualidade dos serviços de saúde. Conhecido como Inquérito da Saúde do Estado de São Paulo (ISA-SP), o questionário também foi aplicado em outras regiões do Estado por diferentes instituições de ensino e pesquisa. 

domingo, 12 de junho de 2011

Assistência a idosos ainda deixa a desejar no Estado

Instituições que cuidam dessa parcela da população dependem de doações financeiras
No Brasil, de acordo com o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), as instituições que cuidam de idosos gastam, em média, R$ 717, 91. Em Alagoas, esse valor é ainda menor: R$ 92,62. Em São Paulo, os repasses somam R$ 9.230, 77, no caso das instituições privadas.

A pesquisa aponta ainda 218 asilos no Brasil, enquanto a população de idosos seria de 20 milhões de pessoas. O alto número de idosos é decorrência da redução do índice de mortalidade dessa população, mostra o Ipea. Se de um lado, a população de idosos cresce, por outro faltam pessoas para cuidar deles.

Em 1994 foi criada a Política Nacional do Idoso, que foi complementada com a aprovação de estatuto específico, em 2003. É nele que estão definidos os parâmetros para lidar com os idosos sem vínculo familiar ou com famílias, que habitam nos asilos.

De acordo com o estatuto, por exemplo, se o idoso possuir aposentadoria, 70% deste valor é administrado pela instituição, enquanto 30% é de responsabilidade do próprio idoso, caso tenha condições de administrar este valor.


À espera de carinho e de uma visita

O ex-construtor João Correia, 98 anos, mudou para o Lar Francisco de Assis há pouco mais de 20 dias. “Antes morava com uma filha, mas o relacionamento não estava bom. Então um outro filho meu pegou e me trouxe para cá. Estou adorando. Aqui tudo é bom porque todos me tratam bem e tenho o meu lugar”, disse João.

Com uma memória invejável o homem que já teve equipe de 20 trabalhadores tem quatro filhos e mais de 20 netos. No auge de sua fase produtiva chegou a ter 40 casas de aluguel.

“Morei muitos anos na Ponta Grossa. Por lá, muita gente me conhece. Nunca pensei que um dia viria para um asilo. Mas reconheço que tudo é diferente de como eu pensava”, afirma. 

Gazeta de Alagoas - Marcos Rodrigues

domingo, 5 de junho de 2011

Clínica para idosos é interditada no Recife



Foto: Web
Uma clínica para idosos foi interditada pela Vigilância Sanitária com apoio da Delegacia do Idoso, na terça-feira (6), no Recife. Segundo a polícia, o estabelecimento não era adequado para abrigar idosos e não tinha alvará de funcionamento.
Os fiscais e policiais encontraram fezes no chão e afirmaram que a alimentação não era adequada, não havia limpeza no local e a estrutura oferecia risco aos idosos. Além disso, não era oferecido o serviço de enfermeira, nutricionista e cuidadores de idosos.
O delegado responsável pelo caso, Adalberto Teixeira Filho, disse que uma vistoria foi realizada no local após receber uma denúncia anônima. Não é a primeira vez que o local é interditado.
O responsável técnico pela clínica deve avisar as famílias dos hóspedes, que deverão ser removidos no prazo de sete dias.