segunda-feira, 4 de julho de 2011

Procura por cuidador de idoso dobra em São Paulo


A profissão  de cuidadora de idosos é uma das categorias que desponta nas agências de emprego paulistanas, influenciada pelo envelhecimento da população. Na capital há 1,3 milhão de idosos, o que significa 11,8% do total de 11,2 milhões de habitantes, de acordo com o Censo do IBGE de 2010. É mais do que o verificado no levantamento de 2000, quando as pessoas com mais de 60 anos representavam 9,3% dos habitantes.
No Parque Buenos Aires, no coração de Higienópolis, um dos bairros com mais idosos da cidade, os mais velhos são acompanhados de cuidadores de todo tipo: ex-babás, ex-domésticas, simples acompanhantes, empregadas incumbidas de medicar e levar o idoso para passear e profissionais de enfermagem, que assistem os mais doentes.
Segundo a agência de empregos Veritas, do Brooklin Novo, que tem como uma das especialidades profissionais domésticos, foram 84 pedidos por cuidadores em 2010, mais do que o dobro de 2008 - 40 pedidos. A empresa Home Angels, especializada em oferecer cuidadores de idosos, abriu 22 franquias na cidade de São Paulo desde 2009. Neste ano já fez 210 contratos com famílias que buscam cuidadores, enquanto no ano passado inteiro foram 30. No Alto do Ipiranga, a agência Dona do Lar recebeu 25 pedidos em 2010, ante 12 de 2009. Segundo a proprietária, Vanessa Aguiar, o fenômeno está diretamente ligado ao envelhecimento da população e ao fato de as famílias preferirem um cuidador a um asilo.

A procura, porém, ainda é menor do que a por domésticas e babás, profissionais cada vez mais escassas para as necessidades da capital. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Sedentarismo em idosos

Uma pesquisa feita em Campinas, no interior de São Paulo, revelou um alto grau de sedentarismo na terceira idade. De 426 indivíduos entrevistados com mais de 60 anos de idade, 296 (70,9%) não praticavam nenhum exercício físico.

A constatação é da fisioterapeuta Maria Paula Zaitune, em estudo apresentado como dissertação de mestrado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com a orientação da professora Marilisa Berti Barros, da Faculdade de Ciências Médicas.



A pesquisa identificou ainda que há uma maior prevalência de sedentarismo entre os idosos fumantes. “Os fumantes apresentaram sete vezes mais chances de serem sedentários do que os idosos que não fumavam”, disse Maria Paula à Agência FAPESP. Das pessoas que afirmaram não praticar exercícios, 93,8% também responderam sim à pergunta sobre consumo de tabaco que constava no questionário.
Os dados analisados mostram também uma forte associação entre sintomas depressivos ou ansiedade com a falta de atividade física. A prevalência de sedentarismo também foi maior entre os idosos (84,9%) que apresentaram algum grau de alteração emocional. “Sugere-se que esse estado de humor entre os idosos possa inviabilizar ainda mais a prática de atividade física no lazer”, diz a pesquisadora.

Os principais exercícios praticados pelo grupo que representa os demais 29,1% foram caminhada, ginástica e musculação e, em seguida, natação e hidroginástica.

O levantamento verificou ainda a prevalência de idosos com hipertensão arterial na cidade. “Quase 52% dos indivíduos analisados apresentaram pressão alta. É importante ressaltar também que muitos idosos não sabiam que a prática de exercícios físicos pode ajudar, e muito, na prevenção e no controle da hipertensão arterial”, afirma a pesquisadora.


Os dados da pesquisa, que envolveu a aplicação de questionários entre os 426 idosos participantes da análise, derivam de um estudo de base populacional para avaliar a qualidade dos serviços de saúde. Conhecido como Inquérito da Saúde do Estado de São Paulo (ISA-SP), o questionário também foi aplicado em outras regiões do Estado por diferentes instituições de ensino e pesquisa. 

domingo, 12 de junho de 2011

Assistência a idosos ainda deixa a desejar no Estado

Instituições que cuidam dessa parcela da população dependem de doações financeiras
No Brasil, de acordo com o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), as instituições que cuidam de idosos gastam, em média, R$ 717, 91. Em Alagoas, esse valor é ainda menor: R$ 92,62. Em São Paulo, os repasses somam R$ 9.230, 77, no caso das instituições privadas.

A pesquisa aponta ainda 218 asilos no Brasil, enquanto a população de idosos seria de 20 milhões de pessoas. O alto número de idosos é decorrência da redução do índice de mortalidade dessa população, mostra o Ipea. Se de um lado, a população de idosos cresce, por outro faltam pessoas para cuidar deles.

Em 1994 foi criada a Política Nacional do Idoso, que foi complementada com a aprovação de estatuto específico, em 2003. É nele que estão definidos os parâmetros para lidar com os idosos sem vínculo familiar ou com famílias, que habitam nos asilos.

De acordo com o estatuto, por exemplo, se o idoso possuir aposentadoria, 70% deste valor é administrado pela instituição, enquanto 30% é de responsabilidade do próprio idoso, caso tenha condições de administrar este valor.


À espera de carinho e de uma visita

O ex-construtor João Correia, 98 anos, mudou para o Lar Francisco de Assis há pouco mais de 20 dias. “Antes morava com uma filha, mas o relacionamento não estava bom. Então um outro filho meu pegou e me trouxe para cá. Estou adorando. Aqui tudo é bom porque todos me tratam bem e tenho o meu lugar”, disse João.

Com uma memória invejável o homem que já teve equipe de 20 trabalhadores tem quatro filhos e mais de 20 netos. No auge de sua fase produtiva chegou a ter 40 casas de aluguel.

“Morei muitos anos na Ponta Grossa. Por lá, muita gente me conhece. Nunca pensei que um dia viria para um asilo. Mas reconheço que tudo é diferente de como eu pensava”, afirma. 

Gazeta de Alagoas - Marcos Rodrigues

domingo, 5 de junho de 2011

Clínica para idosos é interditada no Recife



Foto: Web
Uma clínica para idosos foi interditada pela Vigilância Sanitária com apoio da Delegacia do Idoso, na terça-feira (6), no Recife. Segundo a polícia, o estabelecimento não era adequado para abrigar idosos e não tinha alvará de funcionamento.
Os fiscais e policiais encontraram fezes no chão e afirmaram que a alimentação não era adequada, não havia limpeza no local e a estrutura oferecia risco aos idosos. Além disso, não era oferecido o serviço de enfermeira, nutricionista e cuidadores de idosos.
O delegado responsável pelo caso, Adalberto Teixeira Filho, disse que uma vistoria foi realizada no local após receber uma denúncia anônima. Não é a primeira vez que o local é interditado.
O responsável técnico pela clínica deve avisar as famílias dos hóspedes, que deverão ser removidos no prazo de sete dias.

domingo, 29 de maio de 2011

Quedas de idosos

SUS gasta quase R$ 81 milhões com fraturas em idosos em 2009. Saiba mais!
As quedas e suas conseqüências para as pessoas idosas no Brasil têm assumido dimensão de epidemia. Os custos para a pessoa idosa que cai e faz uma fratura são incalculáveis. E o pior, atinge toda a família na medida em que a pessoa idosa que fratura um osso acaba hospitalizada e frequentemente é submetida a tratamento cirúrgico. Os custos para o sistema de saúde também são altos.
A cada ano, o Sistema Único de Saúde (SUS) tem gastos crescentes com tratamentos de fraturas em pessoas idosas. Em 2009, foram R$ 57,61 milhões com internações (até outubro) e R$ 24,77 milhões com medicamentos para tratamento da osteoporose. Em 2006, foram R$ 49 milhões e R$ 20 milhões respectivamente. Para promover a saúde do grupo populacional o Ministério da Saúde chamou as secretarias estaduais e municipais de saúde a realizarem esforços conjuntos para redução das taxas de internação por fratura do fêmur na população idosa.
A quantidade de internações aumenta a cada ano e as mulheres são as mais atingidas. Entre as mulheres foram 20.778 mil internações em 2009 e entre eles 10.020 mil (dados até outubro). Por causa da osteoporose, elas ficam mais vulneráveis às fraturas. Os homens caem, mas não fraturam tanto quanto as mulheres. Em 2001, esses números eram bem menores, 15 mil internações do sexo feminino e 7 mil do sexo masculino.
A queda em idosos pode causar sérios prejuízos à qualidade de vida desse grupo populacional, podendo acarretar em imobilidade, dependência dos familiares, sem falar no índice de mortalidade pós-cirúrgico.
Nos casos mais graves, pode levar até a morte. Considerando todo o país, somente em 2005, foram 1.304 óbitos por fraturas de fêmur. E em 2009 esse número subiu para 1.478.
Com o intuito de reduzir esses valores e promover a saúde na terceira idade, o Ministério criou um comitê assessor instituído para prevenção e melhora da atenção (portaria nº. 3.213, de 20 de dezembro de 2007). O comitê assessor é formado por técnicos do Ministério da Saúde e representantes da Confederação das Entidades Brasileiras de Osteoporose e Osteometabolismo. Esse grupo promove oficinas para debater estratégias de prevenção de quedas e de osteoporose e os cuidados necessários para aquelas pessoas que caem e fraturam.
CAUSAS - A queda em pessoas idosas está associada à dificuldade de visão, auditiva, uso inadequado de medicamentos, dificuldade de equilíbrio, perda progressiva de força nos membros inferiores, osteoporose, dentre outras situações clínicas que culminam para maior probabilidade de uma pessoa idosa cair.
Por questões de segurança, todo idoso deve avisar ao seu médico se caiu nos últimos seis meses. Isto porque é comum a pessoa cair uma primeira vez e não ter maiores conseqüências além do susto. Mas na próxima vez pode ser que o susto se transforme em pesadelo. A queda pode ser notificada através da Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa e, assim, a equipe de saúde da família, por exemplo, assume as medidas necessárias para que outra queda não ocorra.
No Brasil, estima-se que exista uma população de 19 milhões de idosos.
> Acesse o site da Casa Segura: um novo conceito de moradia que visa oferecer aos idosos uma ambientação mais adequada e segura

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Idosos de Campolide recebem visitas de universitários

Meia dúzia de idosos de Campolide com dificuldades em sair de casa afastam semanalmente a solidão quando recebem a visita de jovens universitários que lhes fazem companhia, ajudam-nos nas compras ou levam-nos a passear.
Estas visitas semanais são realizadas no âmbito do programa “Adote um Amigo”, da Junta de Freguesia de Campolide, uma das freguesias que tem mais idosos em Lisboa.
Apesar de recente, o programa está a ter respostas muito positivas.
“Há uma grande satisfação, tanto do lado dos idosos como dos voluntários. Estão a desenvolver-se laços de afeto muito interessantes”, disse à agência Lusa Paula Brito, responsável pelo programa.
A Junta de Freguesia tem várias iniciativas dirigidas para a população idosa, mas o nicho que vive sozinho e está “enclausurado” em casa “porque está mais envelhecido ou por motivos que se prendem com a mobilidade” tem sido alvo de “grande preocupação”, afirmou.
Nesse sentido, e através de um protocolo com a faculdade de Economia da Universidade Nova, foi concebido o “Adote um Amigo”, através do qual foi criada uma bolsa de voluntários - todos estudantes naquela escola - que desde março vão semanalmente fazer companhia a um idoso. 

“Os jovens visitam-nos como se fossem um neto ou um sobrinho, fazem-lhes companhia, veem televisão, vão ao café, acompanham-nos a fazer alguma compra, ouvem-nos”, explicou Paula Brito.
“É um voluntariado diferente porque é como se estivessem a acompanhar um familiar, um amigo”, acrescentou.
O objetivo é mesmo esse, “colmatar as necessidades afetivas” dessas pessoas que “muitas vezes estão num isolamento afetivo muito grande”, afirmou.
A responsável sublinhou ainda que, para os jovens, “também é uma mais valia muito grande, porque vai-lhes desenvolver aspetos como compaixão, espírito de partilha, tolerância e compreender melhor a outra geração”.
Divulgado “boca a boca” e no contacto direto com os idosos, Paula Brito admitiu que o mais difícil é “convencer” os mais velhos a abrirem a porta a um estranho.

Temos mais voluntários do que idosos. O trabalho de implementar este tipo de ajuda, às vezes, não é fácil. As pessoas são um bocadinho reativas”, afirmou.
Mas a responsável ressalvou que “não têm pressa de ver 20 idosos acompanhados de qualquer maneira”.
“Queremos que o projeto cresça com muito carinho e cada caso é como se fosse o único”, esclareceu Paula Brito, acrescentando: “Isto não é uma prestação de serviços, é uma partilha de afetos”.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Crianças e idosos receberão vacinas gratuitas contra gripe



A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que todas as crianças a partir de 6 meses sejam imunizadas
  

Como em todo país, a Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe começa na próxima segunda-feira (25) em Sorriso. Além de idosos, gestantes e crianças  (de seis meses a um ano e 11 meses e 29 dias)  poderão ser vacinadas.

 
A vacinação é gratuita e se estenderá até 13 de maio, com vacinas disponíveis em todos os PSFs da cidade de Sorriso. Segundo a coordenadora de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde, Ana Rosa Peravzoli, no “Dia D” -  30 de abril- a rede  disponibilizará as vacinas no Centro de Convivência da Terceira Idade e na Praça da Juventude. Neste dia também, os moradores dos bairros São José, União, Industrial II e Nova Aliança, podem procurar as unidades de Sáude (PACs), para serem imunizados contra a gripe. “Mais de cem profissionais estarão envolvidos na campanha, atendendo a população. São enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes de saúde”, explica a coordenadora.

 
De acordo com o médico e presidente da Sociedade Mato-grossense de Pediatria, Euze Carvalho, o objetivo da vacinação é reduzir os casos de gripe e as complicações decorrentes da doença em idosos e agora em crianças. Ele lembra que pesquisas nacionais mostram que a vacina pode reduzir em mais de 50% casos de doenças relacionadas à gripe nos idosos e, no mínimo, 32% das hospitalizações por pneumonias. Quanto aos óbitos, esse percentual de queda varia entre 27% e 30%. 

Dúvidas
 
Qualquer pessoa pode tomar a vacina contra a gripe?
Sim, a partir dos seis meses de idade e desde que não tenha alergia à proteína do ovo (já que essa vacina é produzida em ovos de galinha). No entanto, a política de vacinação contra a gripe atualmente adotada pelo Ministério da Saúde é direcionada para os grupos de maior risco de desenvolver as formas graves e complicações da doença, que são os idosos.
                                 
 
Qual a duração de proteção contra a doença com a vacina?
A vacina protege por um ano. Entretanto o vírus da gripe é capaz de mudar suas características com muita freqüência, por isso a cada ano é necessário que se tome uma nova vacina.

 
É possível pegar gripe mesmo estando vacinado?
Sim, porque a vacina protege contra os três tipos de vírus que anualmente fazem parte da sua composição e porque, entre os idosos, sua proteção não é de 100%. Mesmo assim, a vacinação diminui a gravidade da gripe e, portanto, as chances de complicações e óbitos.

 
A vacina contra gripe pode provocar reações?
Sim, mas as reações são geralmente leves. As mais comuns são dor e vermelhidão no local de aplicação da vacina, que ocorrem nas primeiras 72 horas após a vacinação. A febre como reação à vacina ocorre em menos de 1% dos casos e reações alérgicas graves também não são comuns. É essencial que as pessoas que tenham história de alergia a alguma vacina, ao ovo ou a proteínas de galinha, informem ao profissional de saúde antes de receber a dose.

terça-feira, 29 de março de 2011

TRANSTORNOS MENTAIS EM IDOSOS

A velhice é um período normal do ciclo vital caracterizado por algumas mudanças físicas, mentais e psicológicas. É importante fazer essa consideração pois algumas alterações nesses aspectos não caracterizam necessariamente uma doença. Em contrapartida, há alguns transtornos que são mais comuns em idosos como transtornos depressivos, transtornos cognitivos, fobias e transtornos por uso de álcool. Além disso, os idosos apresentam risco de suicídio e risco de desenvolver sintomas psiquiátricos induzidos por medicamentos.
Muitos transtornos mentais em idosos podem ser evitados, aliviados ou mesmo revertidos. Conseqüentemente, uma avaliação médica se faz necessária para o esclarecimento do quadro apresentado pelo idoso.
Diversos fatores psicossociais de risco também predispõem os idosos a transtornos mentais.
Esses fatores de risco incluem: 



Perda de papéis sociais

Perda da autonomia

Morte de amigos e parentes

Saúde em declínio

Isolamento social

Restrições financeiras

Redução do funcionamento cognitivo (capacidade de compreender e pensar de uma forma lógica, com prejuízo na memória).

quarta-feira, 23 de março de 2011

Pesquisa conclui que política de valorização do salário mínimo contribuiu para qualidade de vida do idoso




A política de valorização do salário mínimo e a melhora generalizada na economia brasileira se refletem em avanços na qualidade de vida dos idosos no país. A constatação é da pesquisa Envelhecimento, Bem-Estar e Desenvolvimento: Um Estudo Comparativo do Brasil e da África do Sul, apresentada hoje (21) por especialistas brasileiros e estrangeiros.


A pesquisa foi realizada nos dois países em duas etapas. A primeira, no ano de 2002 e a segunda, em 2008. No Brasil, os pesquisadores estiveram em cerca de mil domicílios com pessoas acima de 60 anos, nas zonas rural e urbana do Rio de Janeiro e de Ilhéus, na Bahia. Na África do Sul, foram entrevistados 1,1 mil domicílios de três regiões.

Focando na renda domiciliar per capita como indicador de bem-estar, o documento avalia que benefícios sociais como pensões e aposentadorias contribuíram para saída da linha de pobreza – para quem vive com menos de U$ 1 dólar por dia – de quase um sexto dos domicílios pesquisados na África do Sul . No Brasil, a mesma situação foi verificada em uma de cada cinco famílias pesquisadas.

De acordo com o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) João Saboia, responsável pelos dados do Brasil, o fato de a maioria das aposentadorias no país estarem atreladas ao salário mínimo, fez com que o aumento desse do valor, nos últimos anos, contribuísse para a melhoria do bem-estar dos idosos.

Saboia constatou que as aposentadorias podem ser a principal fonte de renda das famílias e disse que, com essa mudança, os idosos deixam de representar um peso no orçamento familiar. "Identificamos um grande número de famílias que vive com a renda de idosos. Esse dinheiro tem peso grande nas casas e pode ser a principal fonte de renda", afirmou.

O pesquisador também destacou o fato de a maior parte dos idosos brasileiros receber benefícios contributivos. Na África do Sul, foram benefícios de programas de transferência de renda, como o pagamento de pensões assistenciais – desvinculadas de qualquer tipo de contribuição social, que colaboraram para o aumento da renda das famílias e o acesso a mais bens.

"No Brasil, o que está por trás disso é o mercado de trabalho, que está se formalizando. Isso significa que, ao longo do tempo, cada vez mais, os benefícios no país tendem a ser contributivos. No caso da África do Sul, a taxa de desemprego está elevada, tem muita informalidade. A situação dos país é outra, o fim doapartheid tem menos de 20 anos", lembrou.

A pesquisa sobre envelhecimento e bem-estar foi elaborada por pesquisadores da UFRJ, da Universidade de Norfolk (Estados Unidos) e da Universidade de Rhodes (África do Sul), sob coordenação da Universidade de Manchester (Inglaterra).

Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 22 de março de 2011

Clube do Idoso ficará pronto em dez meses


A terceira idade de Sorocaba ganhará um espaço de lazer e entretenimento. O Clube do Idoso "Carlos Alberto Moura Pereira da Silva" teve sua pedra fundamental lançada ontem. Sua edificação ocorrerá numa área do bairro Pinheiros, próxima ao Centro Esportivo André Matieli, onde fica a pista de bicicross da cidade. Mas o que chamou a atenção mesmo foram os detalhes da passarela que será construída sobre o rio Sorocaba naquela redondeza, já que será a primeira "ponte estaiada" (sustentada por cabos) da cidade.
A previsão do prefeito Vitor Lippi (PSDB) é de que a construção do clube seja concluída num prazo de dez meses, em um projeto classificado como um dos mais modernos e arrojados da cidade. Os investimentos são da ordem de R$ 3 milhões, entre o prédio que abrigará o clube e a revitalização do entorno.
Lippi informou que o projeto do Clube do Idoso foi elaborado pela equipe da Secretaria de Habitação e Urbanismo (Sehab). O prédio, em dois pavimentos, soma 1.600 metros quadrados, sendo edificado com investimentos dos governos Federal (R$ 800 mil) e Municipal (com mais R$ 800 mil). Já a revitalização do entorno será custeada pelo município: cerca R$ 1,5 milhão. As obras estão sob a responsabilidade da empresa Civil Engenharia, que já está com a ordem de serviço, informou o arquiteto Isalberto Valente.
Sobre a passarela foram dados poucos detalhes, mas a novidade é que ela será a primeira na cidade sustentada por cabos. A nova transposição sobre o rio será apenas para pedestres e deve ligar a rua Abílio Moysés ao terminal de ônibus São Paulo, ou seja, ela passará também sobre a avenida Dom Aguirre. Os usuários do terminal e também do futuro Poupatempo, que é construído na área ao lado, poderão acessar a passarela a partir do estacionamento do Poupatempo. A nova passarela ainda está em fase licitatória.

Notícia publicada na edição de 22/03/2011 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 8 do caderno A - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Vitaminas - Uma Necessidade do Idoso

O especialista acrescenta ainda que também são comuns entre os idosos as deficiências de vitamina D e cálcio. O envelhecimento leva a uma diminuição da absorção intestinal da vitamina D ativa e da capacidade da pele de produzir o seu precursor, a vitamina D3. A reposição de vitamina D deve ser feita com cuidado, pois é potencialmente perigosa, podendo levar a hipercalcemia e à morte. A absorção do cálcio também diminui com a idade e sua suplementação pode ser necessária, especialmente em mulheres em risco de osteoporose. A suplementação de cálcio está contra-indicada em pacientes com história de cálculos renais de cálcio, hiperparatireiodismo primário, sarcoidose e nos com hipercalciúria renal.

Nos idosos, tão ou mais freqüente do que a desnutrição, ocorre a desidratação, que deverá ser apropriadamente diagnosticada e corrigida pelos que os tiverem assistindo. "A alimentação do idoso obedece os mesmos princípios da de outras faixas etárias. A atenção especial que requerem algumas particularidades do envelhecimento, não cria nenhuma dificuldade ou cuidado extraordinário que não devesse fazer parte do cuidado habitual a ser prestado a um paciente", finaliza o especialista.

domingo, 20 de março de 2011

Dieta variada - Saudável - Balanceada

De acordo com o especialista, existe o consenso de que o idoso deve receber uma dieta variada, saudável e balanceada. As necessidades protéicas, calóricas e de lipídeos diárias não são muito diferentes das de grupos mais jovens de pessoas. Deve-se ter o cuidado de adequar a dieta para os indivíduos com dificuldade de mastigação e deglutição, alerta o médico. As restrições dietéticas, decorrentes de doenças específicas, como a diabetes ou das insuficiências de órgãos, devem ser respeitadas, o que não significa que a alimentação não possa ser saborosa. Eventualmente será mais importante recuperar ou preservar o estado nutricional de um idoso doente, prestando a atenção no prazer da alimentação e na conservação do apetite, do que respeitar restrições dietéticas muito rígidas.

O uso de suplementos vitamínicos pelos idosos merece um comentário à parte, pois segundo o médico, existem situações relacionadas ao envelhecimento e ao uso de dietas inadequadas, que fazem com que os idosos estejam mais propensos a ter carência de algumas vitaminas. "Este fato não justifica o uso indiscriminado de complexos vitamínicos nestas pessoas, ademais a maior parte dos idosos que recebe uma dieta adequada não apresentam sinais clínicos de deficiência vitamínica":ratifica. 

O Dr. Mauro Kleber destaca sobre o cuidado especial deve ser dado à vitamina B12, cuja deficiência é muito mais comum nesta faixa etária. Pessoas acima dos setenta anos têm uma incidência maior degastrite atrófica, diminuição da acidez gástrica e da produção de fator intrínseco com conseqüente deficiência da absorção intestinal da vitamina B12. "A falta desta vitamina pode levar a anemiamegaloblástica, neuropatia periférica, com dificuldades de marcha e déficits de cognição, e ela deve ser, quando necessário, administrada por via parenteral", frisa. 

sábado, 19 de março de 2011

Alimentação Equilibrada e Orientada Pode Garantir Maior Qualidade de Vida




Nos últimos anos a melhora das condições de saúde e de tratamento tem feito com que o número de idosos venha crescendo tanto no mundo quanto no Brasil. Este fato, segundo Dr. Mauro Kleber de Sousa e Silva, especialista em clínica médica e suporte nutricional pela Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral pela AMB - Associação Médica Brasileira, faz com que novas preocupações e investimentos sejam feitos na identificação de particularidades que possam propiciar um melhor atendimento a pessoas desta faixa etária. 

É sabido que o envelhecimento causa alterações no corpo que podem interferir com a alimentação e o estado de nutrição de uma pessoa. São comuns, segundo Dr. Mauro Kleber, as alterações do paladar e do olfato, com redução na percepção dos sabores salgado, doce e ácido. Embora não interfiram diretamente na ingestão alimentar, ocorrem com freqüência, a redução da salivação e menor capacidade de mastigação. Seja por falta de dentes ou pelo uso de dentaduras mal adaptadas e de diversos distúrbios da deglutição. Todos estes fatores, devem ser levados em consideração quando se trata de planejar a dieta de idosos, frisa o médico.

O idoso é em geral menos ativo fisicamente, e por isto tende a consumir menos calorias que os indivíduos mais jovens. Este fator já representa um risco aumentado de deficiência para várias vitaminas e minerais. Outra conseqüência é a alteração da sua composição corporal com diminuição da massa corporal seca (notadamente músculos e ossos) e um aumento da gordura corporal total.

No idoso, de acordo com o médico, o desenvolvimento da desnutrição tem alguns detalhes, que se não observados podem fazer com que o médico ou nutricionista não chegue ao diagnóstico correto. "O isolamento, a perda do cônjuge, a depressão, a demência, a anorexia, o uso de medicamentos, a diminuição da mobilidade, o consumo de álcool, o de tabaco, o estado da dentição, o uso de próteses, são condições que devem merecer uma atenção especial pois podem interferir tanto com o acesso a alimentos quanto com a sua ingestão". 

A perda de peso e outras alterações no exame físico, tais como a diminuição de tecido adiposo, do tônus muscular e da saúde da pele, são importantes, mas devem ser interpretadas com cuidado. Mais importante parece ser uma avaliação funcional, que pesquise mudanças nos hábitos e na rotina diária de trabalho e de lazer. 

sexta-feira, 18 de março de 2011

Agência do Banco do Brasil é interditada após idoso morrer na fila


O Procon estadual em parceria com o Ministério Público da Paraíba (MPPB) interditou por 48 horas a agência do Banco do Brasil do município de Cajazeiras, distante 461 km de João Pessoa. A ação aconteceu na manhã desta terça-feira, dia 15, após o Procon-PB flagrar a agência desrespeitando a lei municipal 1.233/99, que regulamento o tempo de atendimento nas filas bancárias.

De acordo com Klébia Ludgério, secretária executiva do Procon-PB, a interdição foi necessária uma vez que o desrespeito aos consumidores é constante na agência. “O Procon-PB recebeu desde 2008 várias denúncias de clientes que estavam passando várias horas nas filas, aguardando atendimento. O Banco do Brasil foi autuado e multado diversas vezes, tendo pago algumas multas e em outros casos não se preocupou sequer em apresentar defesa”, contou a secretária.

Ainda segundo ela a interdição vai durar 48 horas, prazo para que a gerência apresente um relatório, com medidas para solucionar o problema. “Os consumidores estão cansados do desrespeito e através de uma Ação Civil Pública, cobra atitude e para isso estamos aqui”, informou Klébia.

A ação do Procon-PB e do MPPB acontece neste dia 15 de março, data em que é comemorado o Dia Internacional do Consumidor e, de acordo com a secretária, operações como essa acontecerão durante todo o ano e em agências de todo o estado. “Iniciamos as ações em cajazeiras, pelo volume de denúncias apresentadas ao Procon-PB e também porque no dia 2 de março, um idoso faleceu após passar mais de 1 hora aguardando atendimento, mas em breve outras agências serão fiscalizadas e interditadas”, disse.

A lei municipal 1.233/99 em Cajazeiras estabelece o tempo de espera de 20 minutos em dias normais e de 30 minutos em dias de pagamento do funcionalismo público e em vésperas e pós-feriados. Caso o Banco do Brasil não apresente o relatório com medidas efetivas para solucionar o problema poderá ser multada em até R$ 3 milhões e agência pode ser fechava por até 10 dias.

A assessoria de comunicação do Banco do Brasil informou ao Portal O Norte Online que está acompanhando a ação na agência de Cajazeiras e que até o fim desta terça-feira, dia 15, vai emitir uma nota a todas as empresas de comunicação com maiores esclarecimentos sobre o caso.

Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR